Quando mais nova, adorava brincar de criar histórias. Recortava atores das revistas, colocava-os em uma caixa, fazia casais, família e amigos de acordo com a personalidade que eu achava que cada um poderia ter para representar as cenas que eu mentalmente criava. Foi aí, aos onze anos, que eu soube que queria ser roteirista. Fazer história é o que eu faço de melhor.
As coisas foram um pouco longe demais quando criei dois perfis fakes na internet, na tentativa de descobrir o que meus amigos achariam se meus personagens existissem na vida real. Eu fui uma péssima amiga contribuindo para que todos se apaixonassem por eles. Tempos depois eu contei a verdade e é óbvio que eles me odiaram por isso.
Conclusão: descobri que se eu fosse um garoto, eu certamente seria apaixonante. Mas descobri isso da pior maneira possível, se é que existe forma certa pra isso...
O mais louco disso tudo foi eu perceber, ao longo dos anos, que tudo o que fiz com meus amigos estava voltando pra mim. Como em um passe de mágica (ou karma mesmo), boa parte das coisas sobre as quais eu escrevia iam tomando forma, e pessoas que eu nunca imaginei conhecer, se aproximavam de mim das mais inusitadas maneiras. Eu estava, sem exagero, vivendo o filme: "O Diário da Barbie". Aliás, estou revelando hoje que essa foi a inspiração para o nome do meu blog.
Eu custo a acreditar na tal da lei da atração, mas eu pago a língua todas as vezes que algo sobre o qual eu escrevi um dia vem à tona. Me sinto como uma imã vivo, que atrai tudo o que coloco no papel. Me apaixonar por um cara mais velho, ser notada pelo bonitão da faculdade, viajar e fazer amizades que nunca sequer pensei em fazer, entrar no curso errado pra me esbarrar com a pessoa certa, enfim... São muitas as coisas que se tornaram reais na minha vida, e muitas delas se assemelham e muito com as coisas que pensei não serem possíveis quando escrevi.

Comentários
Postar um comentário