- É melhor você ir embora, não quero que a Ana pense que eu te chamei pro meu quarto. - Digo.
- Ela não vai pensar nada, e por que está preocupada com isso? Somos adultos ou não somos? - Retrucou.
- Kevin, vai embora, por favor! - Digo, me levantando da cama e esperando que ele faça o mesmo e entenda que eu realmente quero ficar só e me recuperar de tudo que acabou de acontecer entre a gente.
- Qual o seu problema?
- Eu só quero ficar sozinha. Pode fazer isso?
- Eu vim até aqui por você. - Diz Kevin, enquanto indica com as mãos para que eu volte para a cama.
- Eu não estou bem. - E me deito novamente.
- Então me deixa ficar e cuidar de você.
- Eu sei bem o que você quer de mim. Não insista, por favor!
- Maya, vem cá. - Diz, me enconstando em seu peito. - Eu tô tentando ser bonzinho com você, mas você não está ajudando.
- Pare agora de me tratar assim!
- Calma, volta aqui! Eu só quero que saiba que serei gentil com você.
- Você não é, nem de longe, gentil.
- Prometo ser cuidadoso. - Diz, beijando minha mão.
- Você não vai me fazer mudar de ideia.
- Eu não preciso disso, porque é o que você também quer.
- Não, eu não quero! Quero ficar sozinha, agora!
- Não vou te deixar sozinha, você está bêbada! De novo.
- Eu estou confusa, você não percebe? Não quero que isso aconteça de novo.
- Você está consciente, está até brigando comigo. Vamos, estamos perdendo muito tempo.
- Já disse que não, Kevin. Me deixa sozinha!
- Por que tenho a sensação de que está fugindo de mim?
- Podemos conversar mais tarde?
- Não, não podemos. Eu devo ir embora do sítio depois do almoço. E quer saber? Eu não to nem um pouco a fim de conversar, pra que perder tempo com isso?
- É sério que sexo é a única coisa em que você pensa?
- Vai me dizer que acha conversar mais interessante?
- Você realmente não entende.
- Não, não entendo porque toda essa resistência.
- Quer saber, fica com o quarto! Eu já vou. - E saio.
- Maya, espera! Não seja infantil!
(Continua...)

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