Eu não via a hora de chegar a noite. Os pais do Leo eram muito legais comigo e eu adorava estar naquele lugar de novo, mas era solitário estar em um lugar tão grande sem alguém para conversar assuntos em comum.
Depois de já ter feito de tudo na chácara, voltei para o quarto para me aprontar para o jantar.
- Ah! Desculpa, eu... Não sabia que estava aqui. - Disse, constrangida ao me deparar com o Leo enrolado em uma toalha desfilando pelo quarto.
- Tudo bem. Eu aproveitei pra tomar um banho enquanto você não chegava. Você não se importa, né?
- Não, claro que não. Eu... volto depois. - Disse, sem jeito.
- Ah não, pode ficar. Eu já usei o banheiro.
Corri para o banheiro para evitar de ver Leo naquela situação. No banho, refletia sobre o que era pior: ficar com seus pais o dia todo debatendo o preço de materias de pesca ou ter que dividir o quarto com o Leo. E foi pensando sobre isso, que saí do chuveiro determinada a voltar pra casa o quanto antes.
Leo deixou o jantar mais cedo e logo, todos também se retiraram. Subi para o quarto e levei um susto quando acendi a luz:
- O que você faz qui? - Perguntei, ao ver Leo na cama.
- Esse é o meu quarto. - Respondeu, me fazendo parecer idiota por perguntar.
Eu sei, mas... Onde eu vou dormir?
Leo se afastou para o lado e deixou um espaço na cama, tornando óbvio que eu deveria me deitar ao seu lado.
- Não espera que eu vá dormir com você, né?
- Olha só, você está no meu quarto e foi você quem me pediu pra vir. Eu estou aqui, então vem e se deita logo!
- Eu só pedi que você viesse jantar com a gente e não... Quer saber, esquece. Eu posso fazer isso.
Me direcionei ao banheiro para me trocar quando Leo me alertou:
- A porta do banheiro está emperrada.
- Mais essa! Ok, eu vou apagar a luz e me trocar. Pode se virar, por favor?
- Você vai apagar a luz, eu não vou ver nada.
- Por favor.
- Tudo bem. - Disse, enquanto se virava.
Me troquei e me deitei na cama. Ambos estávamos virados para o centro da cama. Me virei para não ter que encará-lo de frente.
- Não encosta tanto em mim, eu estou ficando duro.
- O que está dizendo? - Me levantei, assustada.
- Só disse pra não encostar tanto em mim.
Peguei meu travesseiro e coloquei entre nós.
- O que acha disso, já que não consegue resistir a uma mulher?
- Você não é uma mulher. É uma menina.
- Eu não sou uma menina! Pare de me tratar como uma!
- Eu sinto muito te frustrar, mas o fato de ter dormido com seu namorado não te torna uma mulher.
- Já chega! Eu tô cansada de ouvir você insinuando isso!
- Não se preocupe, eu não vou contar pra sua irmã.
- Você não acredita em mim.
- Não tem que me convencer de nada.
- Eu nunca dormi com ele.
- Maya, eu sou homem e sei como caras como ele pensam. Você quer que eu acredite que ele nunca tentou nada com você?
- Ele tentou, mas... Nunca aconteceu nada. Eu nunca quis.
- Está querendo me dizer que você é...
- Sim, virgem. Eu sou.
Encerrei a conversa e me deitei novamente ao seu lado.
Leo retirou o travesseiro que estava entre nós, jogou-o no chão e me deitou no seu braço. Ele me abraçava, terno, e aos poucos sua mão ia acariciando meu corpo. Virou o meu rosto, afastou meus cabelos e delicadamente me beijou quente e suave, enquanto seus dedos subiam lentamente minha camisola.
- Você confia em mim? - Perguntou.
- Acho que sim.
- Preciso que confie em mim de todo seu coração. - Disse, enquanto tirava seus dedos sobre mim.
- Espera. O que está fazendo?
- Eu não posso fazer isso.
- Não pode ou não quer? - Indaguei-o, sentando-me na cama para confrontá-lo.
- Você não entende...
- Não, eu não entendo. Então me fale.
- É melhor você dormir. Boa noite, Maya.
(Continua...)

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