Ainda pela noite, poucos minutos depois do vexame, agora no então quarto que Ana e o namorado me deixaram, sinto um peso sobre mim e, quando finalmente percebo, estou ao lado de Kevin na cama:
- O que faz aqui? - Pergunto baixinho, me afastando assustada.
- Calma, só vim pra gente terminar o que a gente começou.
- Kevin, não...
- Toma, trouxe isso pra você. Vai te ajudar a relaxar. - Diz, me entregando um garrafa com algum líquido colorido.
- Não sei se devo...
- Anda, vai te fazer melhor. - Insiste.
- Tá bom, só um pouco. - Concordo, tomando alguns goles da bebida.
- Se sente melhor?
- Não sei dizer...
Depois disso, já (ainda mais) bebêda e sonolenta, dormi rapidamente com Kevin ao lado. Apesar de tonta, me sentia aconchegante e confortável com ele.
No dia seguinte, acordo com barulhos de risadas do lado de fora da janela. Me levanto rapidamente para ver se haviam começado o café da manhã sem mim.
É um desafio me manter em pé com tanta dor de cabeça. Sem sucesso, volto pra cama e me cubro com a parte da manta que o Kevin não está usando. Foi a única forma que encontrei de me sentir menos exposta. É óbvio que a bebedeira do dia anterior me faria péssima, como eu não previ?
Espera, onde está minha blusa? E por que o Kevin ainda está na minha cama? O que houve aqui?
- Bom dia, Maya! - Diz Kevin sorrindo, aparentando estar ainda com muito sono.
(Continua...)

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