- Você demorou!
- Quem está aí? - Perguntei, confusa.
- Anda, não podemos ficar aqui no corredor. - Disse a voz, me puxando para algum lugar.
- É você, Kevin?
- Quem mais poderia ser?
- O que está fazendo aqui? - Indaguei-o.
- Você é engraçada. - Ri, enquanto abre a porta.
- Onde estamos?
- Shhhhh, a gente vai ter que sussurrar, esse é o quarto da minha prima.
- O quê? O que você está fazendo aqui? - Perguntei novamente.
- O que NÓS estamos fazendo aqui, mocinha... - Disse, enquanto se encostava na parede e me beijava.
- Espera, eu não tô muito bem... - Disse, dando dois passos para trás.
- Como não? Está conversando! - Me interrogou, enquanto me puxava de volta.
- É sério, eu preciso sair daqui.
- Você vai ficar melhor quando se deitar, vem... - Disse, me deitando na cama.
- Eu não quero me deitar!
- Prefere que façamos isso em pé?
- Do que tá falando?
- Qual é o seu problema? Está tão bêbada assim?
- Eu não estou bêb... - Tentei dizer, quando fui traída pelas minhas pernas ao levantar.
- Nossa, você fica linda assim ajoelhada.
- Isso não tem graça, me ajuda a levantar. - Pedi, segurando sua mão.
Kevin soltou a minha mão e eu me apavorei quando, com a pouca luz que vinha da janela, vi ele desabotoando sua calça. Eu estava tonta demais para me levantar e repreendê-lo, então ele segurou firme nos meus cabelos, levantando meu rosto:
- Olhe para mim! - Ele sussurava.
- Se acha que vou fazer o que está pensando, é melhor esquecer!
- Isso é só pra gente começar, Maya. Anda, não temos muito tempo!
- Eu não vou fazer isso!
- Você não vai sair daqui sem uma lembrança minha! - Disse, enquanto forçava seu membro na minha boca.
Eu estava muito tonta e incapaz de me manter sobre meus joelhos. Com a força que Kevin fazia, eu acabei me desequilibrando e caindo lentamente sobre seus pés.
- Kevin, não dá. Eu não tô nada bem.
Ainda podia sentir as mãos de Kevin me levantando pelos cabelos, quando ele soltou:
- Levanta e termina isso, Maya!
- Eu não consigo... Preciso me deitar.
Impaciente, Kevin gritou:
- Você vai terminar o que começou!
Senti os dedos de Kevin cravando fortemente nos meus cabelos e me fazendo levantar.
- Você tá me machucando!
E a partir daí eu tenho vagas lembranças. Eu estava deitada e em um dado momento, senti Kevin desamarrando minha blusa e me beijando cada vez mais intenso. Por diversas vezes, ele tapou a minha boca com a mão e pedia que eu ficasse "quietinha".
- O que tá fazendo, Kevin? Sai de cima de mim!
- Shhhh, não grita! Alguém pode ouvir a gente e estragar tudo!
- Se não sair de cima de mim agora, eu vou gritar! - Ameacei.
- Quer que eu te dê motivos pra isso?
- Sai de cima de mim! - Eu gritava.
E isso é tudo que eu lembro. Na verdade também me lembro de alguém abrindo a porta e nos vendo ali, expostos naquela cama. Era a prima do Kevin, dona do quarto, que também tinha a chave. Ela gritava muito, mandava ele sair do quarto dela e ir embora. Kevin soltou:
- Vamos saber se a Maya quer que eu vá embora... - Disse, em tom de deboche.
- Ela não está em condições de decidir nada! Anda, sai do meu quarto!
- Você é patética, Ana! Está nervosa porque seu namorado não está bêbado o suficiente pra fazerem o mesmo!
- Cala a boca, seu nojento!
Com muito esforço e discussão, Ana conseguiu tirar Kevin do quarto.
- Você está bem? - Perguntou ela.
- Sim, eu tô bem. Mas tô envergonhada, não sei o que deu em mim. - Respondi, levantando da cama.
- Calma, você não tá bem. Vou chamar alguém pra me ajudar a te levar pro outro quarto. Lá vai ficar mais à vontade e descansar.
Como uma boa amiga que é, Ana chamou o seu namorado e, juntos, eles me levaram pro quarto onde eu iria dormir. Pegou uma coberta quente e me desejou boa noite:
- Boa noite, Maya! Conversaremos quando acordar.
Que droga, eu parecia uma criança levando bronca da irmã mais velha!
(Continua...)

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