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Mostrando postagens de abril, 2023

Relato: "Eu não sou sua filha" - Parte 3 - 'Pedro. Doutor Pedro.'

Lá estava eu, na sala de espera, para o meu primeiro dia. Logo avistei Samanta, secretária da Ferrara Advogados. Já nos conhecíamos, afinal, Caio e eu já fomos inúmeras vezes à empresa para pedir orientações de cunho criminal ao Pedro e também aos rapazes dali. A sala de Pedro ficava no terceiro andar do prédio; na cobertura ficava a de seu pai, e nos dois andares inferiores, as de seus dois irmãos mais novos. Ambos, profissionais excelentes em suas funções. Sempre notei que haviam muitos diplomas na sala de Pedro, de especializações em Psicologia à pós-doutorado em Criminologia. Ele sempre contou sobre sua fascinação pela mente criminosa e dedicou parte da vida estudando e tentando decrifá-la. Caio e ele não estavam errados quando disseram que eu estaria em um lugar melhor. Profissionalmente falando, Pedro tem mesmo muito a ensinar. Não à toa, tem milhares de livros vendidos, muitos comprados por estudantes de Direito, como eu, apaixonados pelo que ele tem a dizer.  Porém, o fato ...

Relato: "Eu não sou sua filha" - Parte 2

- Esquece o Caio. Você não trabalha mais para ele! - O que disse? - Perguntei, confusa. . . . *continuação - Disse que não trabalha mais para o Caio. - Eu sabia que isso ia acontecer! Aposto que foi por aquele telefonema, eu imaginei que ele fosse procurar o Caio para falar sobre a péssima estagiária que desliga o telefone no meio de uma conversa sobre seu filho. "Nunca dispensar um cliente se ele tiver dúvidas!", é o que o Caio sempre diz... - Será que você pode se acalmar? - disse Pedro segurando meus ombros. - O filho dele está preso!  - Eu entendo. - Quer saber? Tudo isso é culpa sua! - Maya, me escuta por um minuto! Isso não tem nada a ver com aquele telefonema, eu cheguei no escritório com uma notícia e você ainda estava ao telefone. - É verdade - reconheço, constrangida. - Nesse caso, eu não entendo porque ele me dispensaria. Não acho que eu tenha sido uma funcionária ruim. - Não, você não foi - sorri. - Por que está sorrindo? - Você estava certa, a culpa é toda minha ...

Por que gosto de homens mais velhos?

Algumas pessoas se espantaram ao ler meu primeiro relato pessoal sobre o Jardineiro, quando chegaram na parte em que conto que sobre ter sido amiga de sua filha por um certo período da vida.  O espanto se deu porque, ao lerem que ele tem uma filha que foi minha amiga, logo sugeriram que temos idades parecidas, o que as fizeram automaticamente concluir que ele tem idade para ser meu pai.  Eu não deixei claro a idade do homem sobre quem conto naquela história, mas se fosse o caso, se eu realmente tivesse idade para ser sua filha, por que isso deixa as pessoas tão incomodadas? E foi pensando nessas pessoas e nas indagações que sempre me fizeram acerca da minha vida e com quem me relaciono, que comecei a refletir sobre qual a relevância disso para mim, o quanto o que eu causo nas pessoas afeta o que faço com meus relacionamentos. Perguntas como: "Você não acha ele velho demais para você?", assim, descaradamente. Ou "Ele te dá presentes?", "Como é beijar um velho?...