Quando mais nova, adorava brincar de criar histórias. Recortava atores das revistas, colocava-os em uma caixa, fazia casais, família e amigos de acordo com a personalidade que eu achava que cada um poderia ter para representar as cenas que eu mentalmente criava. Foi aí, aos onze anos, que eu soube que queria ser roteirista. Fazer história é o que eu faço de melhor. As coisas foram um pouco longe demais quando criei dois perfis fakes na internet, na tentativa de descobrir o que meus amigos achariam se meus personagens existissem na vida real. Eu fui uma péssima amiga contribuindo para que todos se apaixonassem por eles. Tempos depois eu contei a verdade e é óbvio que eles me odiaram por isso. Conclusão: descobri que se eu fosse um garoto, eu certamente seria apaixonante. Mas descobri isso da pior maneira possível, se é que existe forma certa pra isso... O mais louco disso tudo foi eu perceber, ao longo dos anos, que tudo o que fiz com meus amigos estava voltando pra mim. Como em um pass...