Foi desafiador trabalhar com tanta dor de cabeça. Meu único pensamento era chegar logo em casa, ficar no mínimo trinta minutos no banho e me esparramar na minha cama. E foi o que fiz quando cheguei. Assim que saí do banho, a campainha tocou. Era uma entrega. Uma caixa branca e cintilante, muito bonita, com um laço feito à mão, um tanto quanto discreto. Não havia remetente, não era meu aniversário, nenhuma data importante... Quem, afinal, me mandaria um presente sem nenhum motivo? Fiquei surpresa ao abrir a caixa e ler o bilhete que dizia: "Quero que use isto hoje a noite!". Claro, era do Vitor. Na mesma hora, liguei para ele: - Não quero que fique me mandando presentes! - Disse, brava ao telefone. - Abra a porta. Inacreditável. Vitor já estava me esperando na porta. - O que foi aquilo? - Confrontei-o. - Eu espero que esteja na moda sair de roupão, porque não temos muito tempo. - Disse ele, brincando com o fato de eu não ter me trocado. - O que faz aq...